A Resistência tem Rosto e Voz | 80 Anos da Greve de 1946 | Exposição temporária

A informação que se segue foi recolhida pela Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE) no ano de 1946, no âmbito da investigação relativa à paralisação ocorrida nas minas em 27 de fevereiro desse ano. A divulgação e disponibilização desta documentação foram autorizadas exclusivamente pelo Arquivo Nacional da Torre do Tombo, entidade detentora dos respetivos direitos. Encontram-se igualmente disponibilizados os Cadastros dos Mineiros da Companhia das Minas de Carvão de São Pedro da Cova, do Arquivo do Museu Mineiro de São Pedro da Cova.
Importa salientar que estes testemunhos foram registados num contexto de vigilância e repressão política. Assim, as declarações refletem perceções individuais dos operários, podendo traduzir estratégias de autoproteção, acusações recíprocas ou tentativas de minimização de responsabilidades. Devem, por conseguinte, ser analisadas de forma articulada e contextualizada, e não de modo isolado.
A paralisação culminou, posteriormente, na concessão de um aumento salarial entre 3% e 4%, formalizado a 16 de abril de 1946, resultado que se inscreve no desfecho das reivindicações então apresentadas pelos trabalhadores.
LINDORO MOREIRA DAS NEVES
JOSÉ GONÇALVES, O JOSÉ CAFÉ
FRANCISCO DE SOUSA, O PICHELA
ANTÓNIO FERREIRA, O PICHELA
FRANCISCO DA SILVA NEVES, O CARCEREIRO
JOSÉ PINTO DE OLIVEIRA, O JOSÉ CESTA
ALVARINHO MONTEIRO DA SILVA
SERAFIM DOS SANTOS, O CAPELAS
MANUEL DO COUTO, O COELHO
DAMIÃO DA ROCHA, O MULETA
SERAFIM BRANCO, O TENDEIRO
JOSÉ ALVES DA CUNHA, O BEXIGA
SERAFIM LOPES DOS SANTOS
JOAQUIM MARTINS DE CASTRO, O BROALHAS
JOAQUIM TEIXEIRA, O PEDAS
JOAQUIM MARTINS DE CASTRO

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